"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

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A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FARC propõem comissão que investigue conflito armado na Colômbia


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo [FARC-EP] propuseram em Havana [capital de Cuba] a criação de uma comissão independente, formada por expertos nacionais e estrangeiros, que estude o componente histórico do conflito que leva mais de meio século, com o objetivo de realizar um debate.



O importante assunto das vítimas [...] deve ser assumido com sensatez, realismo e apego à verdade”, leu o Comandante Pablo Catatumbo, quem se referiu que no dito debate deve imperar a verdade e os direitos das vítimas do conflito armado.


Nesse sentido, as FARC propuseram que, dentro dos Diálogos de Paz que se mantêm com o governo colombiano, se deve fazer um debate no marco do quinto ponto da agenda da Mesa de Conversações, e para isso é necessária “uma comissão integrada por personalidades nacionais e estrangeiras” que se dedique a estudar a história do conflito colombiano “desde o início da violência”.


A organização guerrilheira propôs que essa comissão independente sobre o tema das vítimas revise e complemente o "Informe Geral do Grupo de Memória Histórica" que o Governo colombiano impulsionou no passado 24 de julho de 2013, no qual indicou que até agora foram contados 220 mil assassinatos documentados, dos quais 177.307 foram perpetrados contra a população civil e outras 40.787 vítimas mortais entre as partes combatentes.


Segundo a proposta, a referida comissão deverá estudar o tema da violência partidarista e sua incidência nos acontecimentos posteriores e no surgimento das FARC-EP.


A comissão também deve avaliar “a responsabilidade dos meios de comunicação, da igreja, das potências estrangeiras ingerencistas [especialmente os EUA], dos latifundiários, dos empresários e do setor financeiro, até nossos dias”, leu Pablo Catatumbo.


Se deverão tomar como parte fundamental da investigação”, assinalaram, “os arquivos dos organismos de inteligência das décadas dos ’40 e ’50 e as atas dos Conselhos de Ministros que recolhem as ordens de detenção fornecidas pelo Governo sem ordem judicial”.


No comunicado os insurgentes afirmaram que o Estado colombiano é o maior responsável “por ação ou por omissão do sucedido durante o conflito”.


Os Diálogos de Paz tiveram início em outubro de 2012 na Noruega, onde tanto o Governo da Colômbia como as FARC iniciaram a busca da solução política do conflito armado, que deixou quase cinco milhões de deslocados dentro do próprio país, milhares que saíram para o exílio e os mortos passam de 600 mil em aproximadamente 50 anos de conlfito.